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Minú e a solitude

Este é mais um conto sobre Minú. Se você não leu os outros textos, pode encontrá-los clicando aqui ou na seção de “Histórias e Personagens” do menu superior direito.

por Leandro Las Casas

Com resquícios de batom nos lábios, ela via indícios de alvorada no horizonte. Maquiagem e madrugada desvaneciam-se, mas Minú permanecia.

Nas mãos, os sapatos castigados. No chão, os pés descalços agradeciam aos graciosos passos por evitar pedras e cacos. Pedaços, aliás, era o que ela seria quando se deixasse cair na cama.

Àquela noite, afinal, ela havia sido uma das luzes inquietas na escuridão, guiada pela batida, pelo ritmo, pela vibração. Era o que era, mas devia parecer, a um desavisado qualquer, a música em si. E era! Mas não para os outros. Não àquela noite!

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Entre grades

Por Felipe Ferraz

“Quando criança, Diogo ficou de castigo. Foi colocado no próprio quarto, mas, para que não se distraísse ou se divertisse, afinal, era um castigo, nós tiramos a televisão e os cabos do computador. E assim ele ficou. Sozinho e quieto por horas. Folheava uns quadrinhos, rabiscava uma folha em branco. O tempo não passava. O branco das paredes e o silêncio passaram a ser um incômodo. Sua voz interior era a única companhia, salvo um carro que chegava ao condomínio ou um pássaro a piar perto da janela. Leia o restante desta página »

Descobertas

A história “Descobertas” é a terceira parte da história d’O Cavalo da Chuva! Para ler os primeiros capítulos vá em Histórias e Personagens no menu superior.

por Daniel Angione

O vento batia forte contra seu rosto em inúteis tentativas de castigar seus olhos, mas o jovem Wilhem – que agora já tinha 8 anos – estava acostumando-se com a sensação. Cavalgava Irmão pelos prados ao redor do feudo de seu pai, lorde Carlson, com uma agilidade e velocidade um tanto quanto incomuns para um menino de sua idade e, ainda mais, daquele cavalo que fora a grande decepção da vila até o dia em que conhecera seu verdadeiro cavaleiro. Desde então tornara-se novamente o orgulho da região.

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Em Sã Idade – Parte III

Este é o terceiro capítulo da história de Cândido. Se você não leu o primeiro e o segundo capítulo, pode encontrá-los clicando aqui ou na seção de “Histórias e Personagens” do menu superior direito.

por Leandro Las Casas

Para sua surpresa, continuava respirando e sentia gosto de água suja e lama. Estava ali, ainda não fora. Tentou se virar, mas sua mente não parecia estar ligada ao corpo. Tudo havia escurecido rapidamente após sua repentina saída de casa, mas tudo ao redor ficou estranhamente morno e silencioso logo depois. Não soube precisar se foram minutos, segundos ou horas estirado de bruços, pois tudo o que fez foi se enfurecer, sentir dor e cair. E a queda parecia ter feito a chuva cessar e a noite chegar.

Com os sentidos aguçados, ouvia cada gota despencando dos galhos e folhas das árvores ao redor, percebia os carros seguindo adiante na avenida próxima e notava que atraía a atenção de algumas pessoas que se aproximavam lentamente aos cochichos. Por que não gritam? – pensou ele – Por que não pedem ajuda? Entendeu aquilo como surpresa. Afinal, quem imaginaria que aquele homem atravessaria a rua daquela forma? Ao concluir isso, ganhou mais força. Precisava levantar…

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