Este é mais um conto sobre Minú. Se você não leu os outros textos, pode encontrá-los clicando aqui ou na seção de “Histórias e Personagens” do menu superior direito.
por Leandro Las Casas
Com resquícios de batom nos lábios, ela via indícios de alvorada no horizonte. Maquiagem e madrugada desvaneciam-se, mas Minú permanecia.
Nas mãos, os sapatos castigados. No chão, os pés descalços agradeciam aos graciosos passos por evitar pedras e cacos. Pedaços, aliás, era o que ela seria quando se deixasse cair na cama.
Àquela noite, afinal, ela havia sido uma das luzes inquietas na escuridão, guiada pela batida, pelo ritmo, pela vibração. Era o que era, mas devia parecer, a um desavisado qualquer, a música em si. E era! Mas não para os outros. Não àquela noite!



